2012-05-08

in(FIM)

(in)FIM. Queria dizer alguma coisa, mas já tudo me parece a mais. Há uma solidão inevitável que está dentro da função. Há cigarros em alpendres poeirentos. Bons tintos. Há um sorriso, um olhar em volta, uma noite de sono pela frente. Amanhã volta tudo mais ou menos ao zero. Uma vida de trabalho arrumada a um lado, as ideias por desenvolver ao outro. Há revisões a fazer quando a cabeça estiver limpa das palavras que a atravessaram, das frases que, parecendo epifanias, a repletaram e assombraram até ao vómito. E agora o prazer máximo do vazio, da planura.

PG-M 2012
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